SoteropolisNews

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Do site Pragmatismo Político: Você sabia que existe transporte público gratuito e de qualidade pelo mundo? Compare essa realidade à realidade das cidades brasileiras

Postado por paulorpereiras em 2 de novembro de 2012
Publicado em: Cidade. Marcado: Brasil, cidades, gratuidade, impostos., incentivos, leis, mundo, qualidade, transporte público, urbano. Deixe um comentário

Transporte público gratuito existe e não é coisa de maluco

Ao analisar que as tarifas estão chegando ao patamar dos R$ 3 para cada viagem (ou conjunto de viagens, no caso de São Paulo), é bom saber que existem exemplos que desafiam a lógica que impera no Brasil (por Thalita Pires, Rede Brasil Atual, site PragmatismoPolítico)

O tema do valor do transporte público é sempre sensível nas cidades brasileiras. A cada aumento de tarifa, vozes se levantam para cobrar um subsídio maior para o uso de ônibus e trens. A resposta das prefeituras e governos estaduais é sempre a mesma: alguém tem de pagar pelo sistema, cujos custos sempre aumentam. Mas essa discussão chegou em outro nível em várias cidades nos Estados Unidos e Europa. Nelas, os moradores não pagam para usar o transporte coletivo. Entre elas estão Châteauroux, Vitré e Compiègne, na França; Hasselt, na Bélgica; Lubben, na Alemanha e Island County, Chapel Hill, Vail e Commerce, nos Estados Unidos, entre outras. A próxima a adotar a ideia será Tallinn, a capital da Estônia, no final deste ano.

Conceito de transporte público gratuito e de qualidade está sendo implementado em diversas cidades do mundo.

A ideia de gratuidade no transporte vai contra tudo o que nos disseram sobre o assunto aqui no Brasil, a saber: sem pagamento, o sistema ficaria sem recursos, e em algum momento se tornaria inviável. Mas existem teóricos e administradores públicos que defendem que é economicamente viável – ou até preferível – que as pessoas não paguem por ele.

As vantagens de não se cobrar pelo uso de trens e ônibus são várias: promoção de uma certa justiça social, já que o peso do pagamento de transporte público é grande para a população mais pobre, que é a que mais precisa dele; redução da emissão de poluentes; menos poluição sonora; redução do uso de combustíveis fósseis; diminuição dos gastos em obras viárias, já que o carro seria menos necessário; aumento do uso do espaço público, pois as pessoas precisariam andar mais nas ruas para usar o transporte; eliminação dos gastos com o sistema de cobrança, entre outras.

Em Châteauroux, cidade de 49 mil habitantes, a média de uso do ônibus era de 21 viagens por ano, contra uma média de 38 em outras cidades pequenas da França. Depois da implementação da gratuidade, esse número saltou para 61 viagens por ano. Em Hasselt, o uso do transporte público subiu mais de 1000% desde que passou a ser gratuito.

O aumento no número de usuários é um dos indicadores para o sucesso do sistema, pois significa que as pessoas trocaram de meio de transporte: se deixaram o carro, contribuíram para a diminuição do trânsito, e se de outra forma teriam ido a pé ou de bicicleta, ajudaram a reduzir os riscos de acidentes como atropelamentos, diminuindo ainda mais o gasto com os carros (nesse caso, os custos de acidentes desse tipo entram na conta do transporte individual motorizado).

Os teóricos do transporte gratuito dizem ainda que, a cada aumento de tarifa, existe uma diminuição no número de usuários, que passam a não poder pagar ou encontram uma alternativa economicamente mais viável para se locomover. Isso diminuiu ou até anula o aumento da arrecadação esperado com o aumento da tarifa, fazendo com que o sistema fique cada vez menos viável, já que menos pessoas têm de pagar mais para as mesmas viagens.

Outro motivo econômico importante para a abolição das tarifas é que o sistema de cobrança custa muito dinheiro. Um estudo patrocinado pela Administração Federal de Transportes dos Estados Unidos mostrou que os gastos com o sistema de cobrança pode chegar a 20% de toda a renda com o pagamento de tarifas. Isso inclui gastos com máquinas de vendas, pessoal, contagem do dinheiro coletado e custos afins.

Mas quem paga por isso, afinal?

Embora os sistemas de financiamento variem um pouco de cidade para cidade, o princípio é sempre o mesmo. O transporte público é bancado por impostos. Em Hasselt, na Bélgica, 1% dos impostos municipais vai para o sistema de ônibus. No condado de Island, Washington, 6% do dinheiro arrecadado com o imposto sobre vendas vai para o transporte público. Em Châteauroux, os recursos vêm dos impostos sobre os salários, pagos pelos empregadores. As possibilidades são variadas.

Financiar o sistema de transporte com impostos pode parecer uma ideia, digamos assim, muito comunista. Mas por que faz mais sentido pagar desse modo por saúde, educação e, pior, construção de ruas e avenidas para os carros? Por uma questão de justiça social, o transporte público também poderia ser incluído no rol de serviços custeados por impostos. Afinal, quem não anda de transporte público, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos, acaba escolhendo carro ou moto para se locomover, aumentando custos de obras, da saúde, da limpeza pública, entre outros, além de contribuir para a emissão de poluentes. Há aqueles que não têm outra alternativa senão andar, e esses seriam os maiores beneficiados.

O segredo para o sucesso da gratuidade nas cidades citadas – e até agora todas elas se consideram casos de sucesso – é o planejamento anterior. Algumas delas fizeram investimentos maciços no transporte público antes de abolir as tarifas, para tornar o sistema atraente para um maior número de pessoas.

A grande questão que fica é se isso seria aplicável no Brasil. Isso depende de estudos aprofundados, que só podem ser feitos individualmente em cada cidade. Nas metrópoles, por exemplo, os sistemas de transportes já são tão lotados que qualquer ideia nesse sentido teria de ser precedida por um aumento massivo na oferta de ônibus e transporte sobre trilhos. É mais provável, no entanto, que seja um conceito inaplicável em grandes cidades, restando a ideia de maior subsídio ao sistema. Em cidade menores, talvez esse conceito seja mais facilmente aplicável. Mas, ao analisar que as tarifas estão chegando ao patamar dos R$ 3 para cada viagem (ou conjunto de viagens, no caso de São Paulo), é bom saber que existem exemplos que desafiam a lógica que impera por aqui. Resta saber qual seria a popularidade dessas ideias entre administradores públicos, empresários do setor de transporte e contribuintes que acham que não seriam beneficiados com a medida.

Novo canal feito pela população soteropolitana para que você possa exercer sua cidadania e consciência política.

Postado por paulorpereiras em 31 de outubro de 2012
Publicado em: Cidade. Marcado: Bahia, cidadania, cidadão., eleições 2012, política, prefeito, Salvador. Deixe um comentário

http://www.deolhoemacmneto.com/

Novo canal feito pelo população soteropolitana para que você possa exercer sua cidadania e consciência política.

Este link é para um site que é um projeto colaborativo entre eleitores e opositores do recem eleito prefeito de Salvador ACM NETO e tem por finalidade a efetivação do nosso papel como cidadão. Bem que ele poderia ter sido feito quando elegemos por duas vezes Jacques Wagner como nosso governador. Mas, tudo tem a sua hora. Este espaço não será destinado para manter um diálogo opositor contra o recém escolhido prefeito ACM Neto e será usado para acompanhar a sua trajetória no comando da prefeitura e acima de tudo verificar se as promessas feitas na campanha serão ou estão sendo executadas.

A verdadeira realidade da maioria da população brasileira em eras tucanas ou petistas

Postado por paulorpereiras em 26 de outubro de 2012
Publicado em: Cidade. Marcado: América, Brasil, custo de vida, desigualdade, Economia, emprego, EUA, pobreza., política, salário mínimo, social, sociedade, USA.. Deixe um comentário
Comparação custo de vida Brasil x USA. Brasileiro tem um dos mais altos custos de vida para sobreviver ganhando um dos mais baixos salários do mundo.
Escrever sobre salário, custo de vida e impostos não é tarefa fácil. Um bom salário para uns, pode não ser para o outros. Além dessa questão ser bem relativa, com respeito a impostos, existe a dificuldade de fazer comparações porque as leis referentes a impostos são diferentes e complexas de país para país. Nem mesmo o nome dos impostos são os mesmos, quanto mais a maneira em que são coletados.
Pense no Brasil. Nós que não somos economistas, sabemos dizer o valor das taxas e em que incidem todos os impostos cobrados no Brasil? Alguns talvez sim, mas nos perdemos em meio à lista. PIS, COFINS, ICMS, IPI, IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR e por aí vai. Sabemos que a quantidade de imposto pago no Brasil é absurda porque ouvimos gente que entende do assunto dizer. E os brasileiros sentem no bolso o peso dos impostos quando adquirem bens, produtos e serviços ou quando pagam o imposto de renda.
Alguns exemplos de quanto os brasleiros pagam de impostos sobre
produtos e serviços
http://www.quantocustaobrasil.com.br/
Segundo o site de notícias da TV Record, em 2010 os brasileiros trabalharam 148 dias só para pagar impostos, ou seja, até o dia 27 de maio (149 dias em 2011). Já os americanos trabalharam 102 dias, ou seja, até o dia 12 de abril. Por esta informação já se percebe que a carga tributária nos EUA é menor que a do Brasil. Segundo o site do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), 40.54% do salário dos brasileiros vai para impostos diretos e indiretos enquanto somente 25.8% do salário dos americanos são pagos em impostos.
Fonte: IBPT
E como são os salários nos EUA? O que é um bom salário nos EUA? Outra pergunta muito difícil de responder pois o assunto é muito relativo. De acordo com o Census Bureau 2010, nos EUA, a linha da pobreza está para 1 pessoa que ganhe menos que 10.830 dólares anuais. Isso dá uma média de 900 dólares mensais que está abaixo do salário mínimo americano.
Por falar em salário mínimo, aqui podemos fazer uma comparação. Nos EUA, o salário mínimo está em 7,25 dólares/h. Fazendo-se o cálculo para 40 horas semanais chegamos ao valor de US$ 1.160 mensais. No Brasil o salário mínimo é R$ 545,00 mensais, valor que quando dividido por 40 horas chega a R$ 3,37 reais por hora trabalhada. Outro dado é ao mesmo tempo interessante e revoltante. Foi constatado que somente 1,5% da população americana ganha 1 salário mínimo ou menos que isso! Muitos que recebem o salário mínimo, trabalham em locais onde a gorjeta é a principal fonte do rendimento, como em restaurantes. Já no Brasil, 60.1% da população tem que sobreviver com 1 salário mínimo ou menos que 545 reais mensais.
A tabela abaixo mostra a média salarial para os EUA e também para alguns estados americanos. Segundo o site Mybudget 360º, 50% da população americana recebe 46 mil dólares ou mais por ano em salários.
 Logicamente a próxima questão seria se, mesmo com um salário mínimo alto, dá para se viver bem nos EUA?
Em alguns estados dos EUA o custo de vida é mais alto. Porém, vimos também que somente uma pequena parcela da sociedade ganha 1 salário mínimo ou menos. O que eu posso dizer a esse respeito é o que vejo e presencio no dia a dia da família comum americana. Mesmo em casas de pessoas consideradas pobres lá você vê que elas têm ar condicionado, aquecimento, TV a cabo e carro na garagem. Mas vamos falar um pouco sobre preços.
Vamos usar como primeiro exemplo, um produto da cesta básica. Você pode ver os impostos incidentes nesses produtos no site da Annel .
No site citado encontra-se a taxa de 32.33% de imposto que o consumidor paga em 1 kg de açúcar. E quanto o consumidor americano paga de imposto sobre o açúcar nos EUA? Zero! Sim, produtos de primeira necessidade como leite, ovos, açúcar, arroz, batatas, feijão, etc, você pode ir ao supermercado e ver no recibo: Tax – 0,00. Para os demais, o imposto é um só, 6,5%. Aqui podemos fazer uma outra comparação usando o açúcar. 1kg de açúcar custa em um supermercado médio brasileiro R$ 3,20 (79 centavos de impostos). Nos EUA, o mesmo kg de açúcar paga-se na semana passada US$ 0,98. Um kg de açúcar representa 0,6% do salário mínimo brasileiro. Um kg de açúcar nos EUA representa 0,08% do salário mínimo americano. Não precisa ser economista para perceber que, além de receber mais pela hora trabalhada, o dinheiro do americano rende (ou compra-se) muito mais. Isso sem falar no valor pago por inúmeros outros itens como eletrodomésticos, carros, vestuário, gasolina, etc. Não é à toa que, em viagens aos EUA, os brasileiros enchem suas malas e o governo brasileiro tenta controlar a entrada desses itens no país. Se quiser ver um comparativo no preço dos carros leia um post específico que escrito sobre carros aqui.
Por último é válido mencionar o valor das contas de água e energia elétrica. Veja o exemplo da família americana com que vivo atualmente. Lá paga-se 15 cents o kwh (kilowatt/ hora) enquanto no Brasil o kwh pode chegar a 49 centavos de real. A conta de luz na casa da minha família no Brasil, no mês passado foi de R$ 429,00 por 1004 kwatts enquanto aqui paga-se US$ 298,50 por 2023 kwatts. Tantos KW se devem ao fato de se possuir ar condicionado e aquecimento, forno e fogão elétricos e aquecimento central de água. No Brasil este consumo ficaria em torno dos 900 reais.
O metro cúbico de água pagamos 60 centavos de dólar e 33 dólares de água/esgoto. No Brasil paga-se, em média, 2,55 reais por metro cúbico de água. Mais que 4 vezes o valor que paga-se nos EUA. Usando 19m3 de água, paga-se 44,58 dólares. Enquanto que, no Brasil, estes mesmos 19m3 custariam 140,92 reais incluindo-se o valor da água e esgoto multiplicados por 2 para consumos maiores que 15m3 (estes valores podem mudar dependendo de onde se vive, mesmo aqui ou no Brasil).
Embora os americanos reclamem dos preços, dos salários e dos impostos, é invitável perceber que quase tudo custa muito mais barato que no Brasil e que pessoas com trabalhos simples (como carteiros, caixas de supermercado, etc) podem ter casas e carros que somente a classe média alta do Brasil possui. Esses e muitos outros motivos fazem dos EUA o país número um em número de imigrantes que lá vão em busca de uma vida melhor ou, pelo menos, um pouco mais justa. Mais o recado mais importante é repassarmos os serviços pelos quais pagamos no Brasil. Caso funcionassem, já tornaria muito mais justa e viável a vida digna do brasileiro médio e assalariado.
De janeiro a maio de 2011 os brasileiros já pagaram 603 bilhões em impostos…

Flash Mobs: intervenções urbanas em tempos de redes sociais e tecnologias móveis

Postado por paulorpereiras em 21 de junho de 2012
Publicado em: Artes, Artes e entretenimento, Cidadania, Cidade, Cultura, Meio Ambiente, Política. Marcado: comunicação móvel, contemporaneidade, Flash Mob, intervenções urbanas, promoção, redes sociais, século XXI, tecnologia. Deixe um comentário

Imaginem-se caminhando perdidos na materialidade da vida cotidiana quando algo inusitado acontece: um grupo de pessoas, que até então pareciam tão “normais” quanto você, inicia algo bastante diferente. Pode ser uma dança, uma coreografia, um coro, um protesto, uma percussão, um evento promocional de uma marca, etc. Esses são os Flash Mobs, que já entraram para o rol das intervenções urbanas comuns nas grandes cidades mundiais neste século.

Flash Mobs é como são chamadas as aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, sendo que essas pessoas devem dispersar-se tão rápida e inusitadamente quanto se reuniram. O meio de comunicação favorito para agendarem o evento, normalmente, são as diversas redes sociais e os meios de tecnologia móvel. Mas, ao contrário do que se pensa, o uso do termo flash mob data de aproximadamente 1800, porém não da maneira como o conhecemos hoje, claro.

A expressão foi usada pela primeira vez para descrever um grupo de prisioneiras da Tasmânia baseado no termo flash language para o jargão que estas prisioneiras utilizavam. Ainda nesta época o termo australiano flash mob foi usado para designar um segmento da sociedade, e não um evento. Afinal de contas, as mobilizações de pessoas são, historicamente, um recurso muito usado, em manifestações políticas.

A história está repleta delas, como por exemplo a Revolução Francesa, na qual o povo para pressionar a monarquia francesa tomou de assalto a fortaleza-prisão da Bastilha e invadiu o Palácio das Tulherias, fazendo de reféns a família real. O mesmo aconteceu com os bolcheviques na Rússia, que pretendiam a formação de uma aliança entre operários e camponeses para colocar fim a autocracia czarista e, em meados de 1968, em Paris, palco de uma revolta estudantil, cujas consequências ultrapassaram em muito as fronteiras da França.

O primeiro flash mob foi organizado via e-mail pelo jornalista Bill Wasik, em Manhattan. Mandando o e-mail para 40 ou 50 amigos, Bill convidou as pessoas a aparecerem em frente à loja de acessórios femininos Claire’s Acessories. Segundo ele, “A ideia era de que as próprias pessoas se tornassem o show e que, apenas respondendo a este e-mail aleatório, essas pessoas criassem algo” em um mob anônimo e sem liderança. No entanto, a loja foi avisada antes do acontecimento e a polícia foi acionada, evitando que as pessoas ficassem na frente da loja, frustrando os planos do primeiro mob.

O segundo flash mob aconteceu em 3 de junho de 2003, na loja de departamentos Macy’s. Wasik e amigos distribuíram flyers para pessoas que passavam nas ruas, indicando quatro bares em Manhattan, onde elas receberam instruções adicionais sobre o caráter e o lugar do evento, minutos antes do seu início para evitar o mesmo problema que ocorreu com o primeiro. Mais de 100 pessoas juntaram-se no 9º andar de tapetes da loja, reunindo-se em volta de um tapete caro. A quem se aproximasse de um vendedor foi dito que as pessoas reunidas viviam juntas num depósito nos arredores de Nova Iorque, que estavam procurando por um “tapete do amor” e que todos faziam suas decisões de compra em grupo.

Hoje em dia, os mobs já ganharam até uma topologia. Existe o Pillow Fight, a famosa guerra de travesseiros; a Subway Party (festa no metrô), que nada mais é do que um grupo de pessoas que se juntam, no estilo flash mob, para promover festas dentro dos vagões dos trens metropolitanos de grande cidades; a Zombie Walk, que consiste em pessoas que se juntam para passar algum tempo caracterizadas como zumbis e agindo como tal, dispersando-se em seguida; a Improv Everywhere, que é um dos grupos mais famosos no meio dos flash mobs, donde surgiu a ideia de eventos mobilizando pessoas.

E até recordes já foram criados no mundo das intervenções urbanas contemporâneas. No dia 10 de setembro de 2010, o grupo Black Eyed Peas quebrou o recorde de maior flash mob da história, ao reunir cerca de 21 mil fãs na Avenida Michigan, em Chicago, nos EUA, para comemorar a passagem da 24ª temporada do programa de Oprah Winfrey na TV. O grupo preparou uma surpresa para ela ao tocar o hit I Gotta Feeling com uma coreografia inacreditável envolvendo toda essa multidão.

No mundo inteiro, flash mobs vêm ganhando cada vez mais aspectos políticos e não apenas para mudar a rotina ou modificar o meio urbano. Na Rússia, por exemplo, um grupo de pessoas se reuniu ao redor de um caixão e deram-se as mãos em luto formando um quadrado, declarando a “morte da democracia”, em 2003. Por lá, pela repressão às revoltas ou protestos ser intensificada, flash mobs são preferências cada vez mais aceitas por serem organizadas rapidamente, atraírem muitas pessoas e depois se dispersa tão rápido quanto apareceu, impedindo a ação da polícia muitas vezes.

Na Espanha, após os atentados terroristas aos trens em 11 de março de 2004, vários espanhóis enviaram via SMS mensagens pedindo para que dois dias depois se reunissem para uma mobilização em favor dos mortos pelo ataque terrorista, e nessas mensagens a repetição da palavra “pásalo” (repasse, em espanhol) tornou-se um ícone desse mob. O resultado veio no dia 13 de março, onde as pessoas se reuniram de maneira espontânea protestando contra o governo por ocultar dados sobre o atentado terrorista. Ficou também conhecida como “La rebelion de los SMS”.

Seja apenas para promover uma marca ou data comemorativa, para fazer protestos políticos ou simplesmente para levarem as pessoas a saírem da sua rotina cotidiana, a agirem de maneira desautomatizada, os flash mobs já fazem parte da paisagem urbana contemporânea. No Brasil, apesar de mais comuns em São Paulo, os mobs se espalham cada dia mais. E fiquem atentos! A qualquer momento, caminhando para ir ao trabalho, indo almoçar ou, simplesmente, pegando o transporte público, você pode ser surpreendido por um grupo de pessoas agindo de maneira pouco convencional, fazendo-lhe um convite a sair da rotina e notar que cada momento da vida é único e passageiro.

Veja um vídeo de um Flash Mob promocional no aeroporto de Lisboa

Postado por paulorpereiras em 21 de junho de 2012
Publicado em: Artes, Artes e entretenimento, Cidadania, Cidade, Cultura, Meio Ambiente, Política. Marcado: comunicação móvel, contemporaneidade, Flash Mob, intervenções urbanas, promoção, redes sociais, século XXI, tecnologia. Deixe um comentário

Lixo e precariedade ecológica: o cenário das grandes cidades brasileiras no século XXI

Postado por paulorpereiras em 16 de junho de 2012
Publicado em: Cidade. Marcado: civilização, coleta seletiva, EDUCAÇÃO, limpeza das cidade, limpeza urbana, Lixo urbano, meio ambiente. Deixe um comentário

Imagem“Salvador atualmente é só lixo e ruínas”, essa foi a frase que ouvi de um amigo em visita turística à minha cidade. E pior que o desagradável comentário é o fato dele ser verdadeiro. O lixo excessivo presente em Salvador é formado pela fata de consciência ecológica da nossa população, precariamente escolarizada, e pelo abandono e descanso por parte do poder público local (mais interessado em alianças políticas e superfaturamentos de obras faraônicas) na manutenção urbana.

O resultado disso tudo é o que o lixo ajuda a construir o cenário (juntamente às construções inacabadas, a irregularidade da ocupação espacial na cidade e á falta de investimentos públicos coesos) de total abandonado em que a cidade de Salvador se encontra atualmente. Não somente aos olhos do turista, mas de qualquer soteropolitano atento. Nas ruas, nas famosas praias, grandes avenidas, nos bairros, etc., o cenário é o mesmo: precariedade de higiene para o abrigo saudável da vida humana.

A falta de limpeza urbana nas grandes cidades brasileiras não é uma exclusividade de Salvador. Atinge todas as metrópoles. O problema é que em uma cidade extremamente visitada como a capital baiana, isso se torna mais evidente.

Mas do que em promover a limpeza urbana para ‘’turista ver’’ em áreas e datas específicas de maior fluxo de pessoas, tem-se que começar em salvador urgentemente uma conscientização da população para o descarte adequado do seu lixo, bem como as autoridades públicas devem ser cobradas para o cumprimento eficiente de seu papel como governante.

A solução está ainda longe de ser encontrada, porém um fato é conhecidos de todos nós: se não mudarmos nossas atitudes com o planeta Terra, certamente estaremos condenado nossos semelhantes das gerações por vir a um futuro trágico.

Lixo e beleza

ImagemO resultado do descarte inadequado do lixo dentro da cidade de Salvador pode ser visto em quase todas as praias, principalmente, naquelas que estão próximas as desembocaduras dos nossos falecidos “rios”. A cena é realmente deprimente, por toda orla o que se vê são quantidades assustadoras de sacos plásticos, latinhas, borrachas, isopores, madeiras e restos de alimentos, dentre outros.

Exemplo é a foz do Rio Camurujipe, no bairro do Costa Azul, que percorre seus 14 km dentro da cidade. Lá, o lixo já tomou conta do que já fora um dos inúmeros belos rios que cortavam a cidade. Mesmo assim, o lixo acaba se tornando fonte de renda para um morador de rua que habita esse local, que viu nessa fonte inesgotável de resíduos a possibilidade de sustento a partir da coleta e venda das inúmeras garrafas PET que são descartadas constantemente na praia. É o fruto de dois dos gravíssimos problemas sociais brasileiros unidos: a desigualdade econômica e a poluição ambiental. Como o Camurujipe, vários outros rios que cortam Salvador estão em estado similar.

Coleta Seletiva

ImagemA população de Salvador está longe de ser ecologicamente correta em relação ao seu lixo. De acordo com a Limpurb, apenas 5% dos dejetos produzidos são reciclados, enquanto o ideal seria 15% . Em 2008, foram reaproveitados 65.500 mil toneladas do total de 1,3 milhão coletado.

Segundo a pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Viviana Zanta, especializada em resíduos sólidos, a coleta seletiva seria uma solução para os problemas de planejamento da limpeza na cidade e acúmulo de resíduos nas ruas e contêiners. “Há necessidade de trabalhar com outras frentes, como coleta seletiva. Isso reduz esse problema (de acúmulo de lixo) dentro e fora de casa. O contêiner vai ficar com um volume menor de lixo. Se você começa a perceber a quantidade de lixo que gera, a tendência é tentar reduzir os resíduos”, afirma a pesquisadora.

Atualmente, há 75 pontos de Entrega Voluntária (PEVs) de lixo reciclável em Salvador. Esses espaços dispõem de quatro contêiners para coleta de vidro, papel, plástico e metal. A população reclama da quantidade desses postos. “Temos problemas com reciclagem. Na minha residência temos o hábito de separar o lixo há muitos anos. Fico procurando onde depositar”, conta Valmira Araújo, moradora de Pernambués. A internauta Tainara Nogueira também reclama: “Muito raramente vejo passando na Avenida Sete carro de coleta seletiva. Os zeladores do meu prédio não sabem informar nada a respeito. Faço seleção do lixo e tenho que levá-lo para os contêiners do Campo Grande”.

Para onde vai nosso lixo?

Hoje Salvador conta com dois “depósitos de lixo”, o aterro de Canabrava, que recebe materiais pós-contrução, e o Aterro Metropolitano Centro, na estrada do Cia, próximo a Simões Filho. O último é mais recente, e tem uma tecnologia mais avançada projetada para reduzir contaminações para a população ao redor.

O sistema de coleta seletiva da Prefeitura Municipal de Salvador, realizado através da Limpurb, é dividido em quatro grupos (os dados são relativos a 2006):

1) Resíduos sólidos urbanos: composto por resíduos provenientes do comércio e das residências, o que totaliza 728 mil toneladas por ano, 60,65 ton/mês. Este valor representa 53% do total da coleta na cidade. Todo este resíduo é coletado por aqueles caminhões-compactadores e vai para o Aterro Sanitário Metropolitano Centro, próximo ao município de Simões Filho.

2) Resíduos de construção civil: representam 44% do total coletado, e a soma é de 605 mil ton/ano, o que dá 50,40 ton/mês. Os produtos vêm de obras diversas, como a do Metrô, ou simples construções e ampliações de casas, e são encaminhados para o Aterro de Canabrava. Lá há uma área para base de descarga de entulho. Este tipo de coleta não é realizada pela prefeitura, e sim pelas construtoras.

3) Resíduos vegetais: vêm de feiras livres como a de S. Joaquim e a Ceasa; e das podas das árvores provenientes da Coelba e da Superintendência de Parques e Jardins. Foram totalizadas 34 mil ton/ano, ou 2,5% do total.

4) Resíduos de serviço de saúde: vêm das clínicas e dos hospitais. Até 2006, a prefeitura realizava a coleta, mas houve uma mudança na legislação que repassou 100% da coleta para empresas particulares.

ImagemA estrutura da coleta é composta por 130 veículos compactadores que fazem diferentes rotas pela cidade, cada um com dois a três homens. Perguntado se esta quantidade seria suficiente para Salvador, o atual presidente da Limpurb, Álvaro Silveira Filho, é firme: “Temos o suficiente em equipamentos de coleta de lixo. O problema é que a população coloca o lixo no horário errado, quando o caminhão não passa, e fica tudo exposto, para que os animais se alimentem e os catadores sem cooperativa remexam”.

Saiba mais sobre reciclagem e cidadania: faça a sua parte !

Postado por paulorpereiras em 16 de junho de 2012
Publicado em: Cidade. Marcado: civilização, coleta seletiva, EDUCAÇÃO, limpeza das cidade, limpeza urbana, Lixo urbano, meio ambiente. Deixe um comentário

RECICLAGEM: REUTILIZAR O LIXO É FUNDAMENTAL

No Brasil, a cada ano são desperdiçados 4,6 bilhões de reais porque não se recicla tudo o que poderia ser reciclado. No processo de reciclagem, o lixo é convertido num produto igual ou semelhante ao original. O material é reaproveitado, o que gera menos produção e menos consumo energético, eliminando os excessos.

Cada material é classificado de maneira diferente, e cada um sofre o seu devido processo de reciclagem. Veja o esquema de cores:

AZUL – papel/papelão

VERMELHO – plástico

VERDE – vidro

AMARELO – metal

PRETO – madeira

LARANJA – resíduos perigosos

BRANCO – resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde

ROXO – resíduos radioativos

MARROM – resíduos orgânicos (alimentos, matéria viva)

CINZA – resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.

DICAS DE RECICLAGEM:ECONOMIZAR É FÁCIL!

1. Recicle o vidro. Calcula-se que a reciclagem de 1 tonelada de vidro poupa 65% da energia necessária à produção da mesma quantidade. Aproveite as embalagens de vidro para conservar alimento no frigorífico, na geladeira ou no freezer.

2. Uma só pilha contamina o solo durante 50 anos. As pilhas incorporam metais pesados tóxicos.

3. Prefira eletrodomésticos recentes e de qualidade, pois gastam menos energia.

4. Regue as plantas de manhã cedo ou ao cair da noite. Quando o sol está alto e forte, grande parte da água perde-se por evaporação.

5. Uma torneira a pingar significa 190 litros de água por dia que vão pelo cano abaixo.

6. Desligue o fogão elétrico, antes de terminado o cozimento, a placa mantém-se quente por muito tempo.

7. Desligue o ferro um pouco antes de acabar de passar a roupa – ele vai se manter quente durante o tempo necessário para acabar a tarefa.

8. Seja econômico: poupe papel, usando o outro lado para tomar notas ou fazer rascunhos; os pratos e copos de papel são ótimos para piqueniques.

9. Em vez de reciclar, tente preciclar (evitar o consumo de materiais nocivos e o desperdício).

10. Um terço do consumo de papel destina-se a embalagens. E alguns têm um período de uso inferior a 30 segundos. Contribua para a redução do consumo dos recursos naturais.

11. Regule o seu carro e poupará combustível. Use gasolina sem chumbo.

12. Sempre que possível, reduza o uso do carro. Para pequenas distâncias, vá a pé. Partilhe o carro com outras pessoas. Sempre que puder opte pelos transportes coletivos.

13. Prefira lâmpadas fluorescentes compactas para as salas cujo índice de ocupação é maior – são mais eficazes se estiverem acesas durante algumas horas. Embora mais caras, duram mais e gastam um quarto da energia consumida pelas lâmpadas incandescentes. Você vai evitar que meia tonelada de dióxido de carbono seja expelida para a atmosfera.

14. Os transportes públicos consomem 1/13 da energia necessária para transportar o mesmo número de passageiros por carro. Implemente uma política de transportes para os empregados.

15. As fotocopiadoras e as impressoras a laser utilizam cassetes de toner de plástico, que freqüentemente têm de ser substituídas. Contate uma empresa que recicle esse plástico ou que o use novamente.

16. Um estudo desenvolvido pela NASA mostra que as plantas conseguem remover 87% dos elementos tóxicos do ambiente de uma casa no espaço de 24 horas. Distribua plantas profusamente por todas as instalações. Recomenda-se, pelo menos, uma planta de 1,2 a 1,5 metros por cerca de 10 metros quadrados. Escolha espécies de plantas que se dêem bem com pouca luz natural.

17. Instale lâmpadas fluorescentes. Substituir-se uma lâmpada tradicional por uma fluorescente evita o consumo de energia equivalente a cerca de um barril de petróleo ou 317 quilogramas de carvão, que produziria 1 tonelada de dióxido de carbono (o maior gás de estufa) e 6 quilogramas de dióxido de enxofre, que contribui para a chuva ácida. As lâmpadas fluorescentes, além disso, duram em média, 13 vezes mais do que uma lâmpada incandescente. São bons motivos para escolher.

18. Desligue as luzes e os equipamentos (computadores fotocopiadoras, etc.) quando sair do escritório. Está provado que, se durante um ano desligarem-se dez computadores pessoais, à noite e durante os fins-de-semana, vai se poupar em energia o equivalente ao preço do computador. Instale sensores de presença que desliguem as luzes sempre que a sala fique vazia.

19. Antes de decidir comprar equipamentos para o escritório, saiba que as impressoras a jato de tinta usam 99% menos energia que as impressoras a laser, durante a impressão, e 87% menos quando inativas; os computadores portáteis consomem 1% da energia de um computador de escritório. Se for possível, opte por esses equipamentos.

20. Calcula-se que um em cada quatro documentos enviados por FAX são posteriormente fotocopiados porque o original tende a perder visibilidade. Desta forma gasta-se não só o papel de FAX (normalmente não reciclável porque é revestido com produtos químicos que são aquecidos para a impressão) mas também o de fotocópia. Compre um aparelho de fax que use papel normal. Funcionam como fotocopiadoras ou impressoras em papel vulgar.

21. Roupas usadas podem ser dadas a outras pessoas ou a bazares de caridade.

22. Brinquedos velhos, livros e jogos que você não quer mais podem ser aproveitados por outros; portanto, não os jogue fora.

23. Descubra se há locais apropriados para o recolhimento de papel velho. Normalmente, esses locais são organizados pelas autoridades locais ou instituições de caridade.

Fonte: http://www.ambientebrasil.com.br

CURIOSIDADES:

• Somente 37% do papel de escritório é realmente reciclado, o resto é queimado. Por outro lado, cerca de 60% do papel ondulado é reciclado no Brasil.

• Um litro de óleo combustível usado pode contaminar 1.000.000 de litros de água.

• Menos de 50% de produção nacional de papel ondulado ou papelão é reciclado atualmente, o que corresponde a cerca de 720 mil toneladas de papel ondulado. O restante é jogado fora ou inutilizado.

• Pesquisas indicam que cada ser humano produz, em média, um pouco mais de 1 quilo de lixo por dia. Atualmente, a produção anual de lixo em todo o planeta é de aproximadamente 400 milhões de toneladas.

• Perfil do lixo produzido nas grandes cidades brasileiras:

1. 39%: papel e papelão

2. 16%: metais ferrosos

3. 15%: vidro

4. 8%: rejeito

5. 7%: plástico filme

6. 2%: embalagens longa vida

7. 1%: alumínio

Fonte: http://www.ambientebrasil.com.br

Índices da Reciclagem

Capitais em que há catadores nos lixões: 37,4%

Cidades com mais de 50 mil habitantes: 68,18%

Cidades com menos de 50 mil habitantes: 31,67%

Nas ruas

Capitais em que há catadores nas ruas: 66,67%

Cidades com mais de 50 mil habitantes: 63,64%

Cidades com menos de 50 mil habitantes: 31,67%

Lixões

Capitais com lixões: 25,93%

Cidades com mais de 50 mil habitantes (excluídas as capitais): 72,73%

Cidades com menos de 50 mil habitantes: 66,67%

Fonte: Pesquisa Água e Vida/Unicef

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